Mas o que é shimmie? É um movimento de vibração que pode ser regido por algumas partes do corpo como: joelhos, quadris, pelve, pés, mãos, ombros, peitos e cabeça. Na dança do ventre, os mais comuns são os que dão visibilidade aos quadris.
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| Instrumentos Árabes |
O shimmie de Joelhos Alternados/Egípcio¹ é o mais usado por conseguir conjugar controle e velocidade. Consiste em um movimento alternado de eixo frente/ trás dos joelhos (ênfase na extensão),que gera uma reverberação vertical de baixo para cima.
O shimmie de Tensão pode ser descrito como uma evolução do shimmie Egípcio. Ele é muito controlado devido a tensão muscular, os joelhos movem para frente e para trás com uma amplitude mínima e acelerados; a vibração reverbera de baixo para cima.
O shimmie de Quadril/ Libanês² é o segundo mais usado, ajuda nos deslocamentos, tem muita precisão e uma limitação de velocidade. É gerado a partir da contração e relaxamento alternados da musculatura abdominal oblíqua (ênfase na contratação), trabalhando o eixo vertical e reverberando de baixo para cima.
O shimmie Africano³ é um movimento mais solto e descontrolado. Vem das danças africanas e muitas vezes gera uma impressão visual de incorporação⁴. Ele se ramifica em pélvico, de joelhos com peso a frente, de joelhos com peso atrás e conjugado. O pélvico trabalha o eixo de encaixe e desencaixe da pelve (ênfase no desencaixe), criando uma reverberação de cima para baixo. Os shimmies Africanos de Joelhos partem do mesmo princípio, que é a flexão (ênfase) e extensão deles simultaneamente; o posicionamento do peso do corpo faz com que a vibração fique mais a frente ou atrás, reverberando também para baixo. O conjugado é a união do pélvico com um dos de joelhos.
Existem mais três shimmies que geram movimento no quadril, esses têm o mesmo ponto de regência que são os pés, sendo dois em meia ponta. Shimmie Tchutchu5 tem como origem o movimento pas de bourrée en couru6, consiste em ficar na meia ponta alta tirando de forma alternada o pé do chão em uma movimentação mínima e rápida com a perna é bem fechada; o movimento é para cima reverberando verticalmente de baixo para cima. O outro seria um tipo Invertido do Tchutchu, na meia ponta alta com alternância de pés, gerando um impacto para baixo que faz barulho no contato com chão, reverberando de cima para baixo. O último é o shimmie de Calcanhar, que ocorre em deslocamento, batendo alternadamente e arrastando os calcanhares no chão e a reverberação ocorre de cima pra baixo.
O shimmie de Ombro é movimento frente e trás e quando é feito de forma alternada ele é chamado de Peito, por ter uma reverberação maior nessa região. Também existe outro shimmie de Peito que consiste num movimento vertical gerado pela contratação e relaxamento do diafragma.
O shimmie de Cabeça está situado dentro dos movimentos do khaligee7 e da kawleeya8. Consiste em jogar o cabelo para frente e com a cabeça inclinada fazer movimentos laterais ou de meia rotação (gesto de negação com a cabeça) - gera um efeito visual lindo com cabelo, onde ele reverbera.
Por fim, dando tchau, vem o shimmie de Mão que é feito como a meia rotação, que vai e volta.
Esses foram o shimmies que aprendi na minha vida como dançarina. Se alguém souber de mais algum, poste aqui nos comentários.
1- Esse nome é por sua maior utilização ser entre as dançarinas egípcias.
2- Esse nome é por sua maior utilização ser entre as dançarinas libanesas.
3- Esse shimmie vem das danças e rituais africanos.
4- Quando um espírito entra no corpo de uma pessoa.
5- É a saia armada usada pelas bailarinas; o shimmie recebe esse nome como referência a sua origem.
6- Movimento feito pela bailarina, com a sapatilha de ponta, que consiste em movimento mínimo de alternância de pés.
7- Dança folclórica do golfo pérsico; em árabe significa golfo.
8- Dança folclórica das ciganas iraquianas.
Referências:
STWEART, Iris J. A dança do sagrado feminino. São Paulo: Pensamento- Cultrix, 2016.
Workshops e aulas com os professores:
Linda Hathor.
Igor Kischka.
Natália Trigo.
Márcia Nut.





